segunda-feira, 21 de março de 2011

Carl Yung - Parte 1

Eu dei uma fuçada na internet e vi que muita gente já escreveu sobre este tema. Mas é o tema a se falar. O trabalho de Yung explica aquilo que todos nós buscamos durante nossa vida, o processo de individualização, uma forma de adaptarmos com o mundo. Logo o tema pode ser relacionado a diversas religiões, uma vez que o objetivo de todas elas é guiar o ser humano em sua jornada e o melhor, de um ponto de vista científico. Por ter muita coisa a se falar dividirei o tema em duas ou três partes.


Eu recuperei esta gravura da palestra do Edgar Damiani. Ela nos ajudará a entender o conceito. Existem 4 funções psicológicas principais de acordo com Carl Yung: pensamento, intuição, sentimento e sensação das quais podem ser expressadas tanto de forma introvertida (mundo interior) quanto extrovertida (mundo exterior).
De acordo com Yung existem duas formas de se captar informações:
- A sensação. Ela está relacionada a uma experiência direta, na percepção dos detalhes e de fatos concretos através dos sentidos que possuímos (olfato, audição, visão, tato e paladar).
- A intuição. A intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. Muito dos intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada e informações relevantes à experiência imediata.
Uma vez de posse das informações, existem duas alternativas para a pessoa elaborar julgamentos e tomar decisões:
- O pensamento, relacionado com a verdade, critérios impessoais, lógicos e objetivos.
- O sentimento, critério de acordo com o julgamento de valores próprios.
Quanto melhor um indivíduo desenvolver bem todas as características, mais profundamente inconsciente será seu oposto e mais difícil será de detectá-lo, entretanto as pessoas raramente desenvolvem bem todas as características.
Este texto foi apenas uma introdução para o enfoque central do trabalho de Carl Yung. A continuação explicará como as pessoas se relacionam com o mundo e ajudará a conhecer a si mesmo melhor.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Freedom

The Paradox of Choice

Não escolha demais, seu cérebro pode pifar

Esses dois links falam sobre o tema.
Em suma eles dizem que quanto mais escolhas nós temos, ao invés de nos tornar mais livres, nos torna mais paralisados. E realmente, ele tem um ponto. É difícil escolher a opção mais correta entre tantas.

150 sabores de sorvete. 70 profissões. Milhões de mulheres. Qual escolher?
Quando existiam menos sabores de sorvete, marcas, profissões e mulheres em nossa vida, podíamos testar todos e ver qual era a melhor opção.

Hoje não podemos fazer isso! Existem muitos carros, roupas, profissões a escolher! (com algumas coisas até dá ainda). Um dos métodos que nos ajudam na tomada de decisões é o uso de metáforas ou associações. Eis um dos porquês da área de filosofia ser um barato! Ela permite analisar e associar situações completamente inusitadas e não vividas com outras já vividas.



Bom, não por isso irei sair por aí ficando com qualquer mulher, afinal escolhi minhas crenças e critérios, além de já ter uma noção do que é melhor para mim. Tem gente que não tem né? Acho que são até mais felizes porquê o que vier pra eles é lucro.

Quero liberdade. Quem não quer? Mas o que é liberdade? Ser independente? Ter inúmeras escolhas?
Quando tinha uns 14 anos até acreditava que ter inúmeras escolhas era ser livre. Ledo engano. Ter o conhecimento e a capacidade de fazer uma escolha. Isso é liberdade.

Mas se não tivermos escolha, somos livres?
Não. Apenas não ficaríamos paralisados uma vez que possuímos somente um caminho. Sempre lembrando que humanos são capazes de criar escolhas, eis seu maior dom e sua maior maldição.

"Só há possibilidade de liberdade quando o jogador reconhece que está jogando."
Edgar Damiani em sua palestra.

A vida é um jogo. Qual o objetivo deste jogo? O objetivo é você ser você. Só você sabe. (comento mais sobre isso em outro post).

E o que é arte? Não é o foco deste post no entanto, todos aqueles que um dia alcançaram o estado de arte foram homens livres. Arte gera arte, logo...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

The Psychology of Carl Gustav Yung for Lay People

Dia 18 de janeiro. Campus Party 2011. Palestra "A Psicologia nos Jogos".

All I have written so far in this blog may be considered as an introduction to the literature of Carl Gustav Yung. The funny part is that before yerterday's presentation all I knew about him was that he was a friend of Sigmund Freud. My thoughts are very similar to his conclusions although there might be a couple of diferences that I'm yet to realize.

I'm frustrated for not having read his works before and at the same time happy for finding someone who was capable of explaining the answers I was looking for and for trying to prove the thesis cientifically.

Yung had believed most of his life that his teaching should not be taught to people who did not have any knowledge in psychology. I also believed the same until a year and a half ago, probably for the same reasons.

10 days before dying he finished his book which could be understood by regular people (no knowledge in psychology): "Man and His Symbols". I've just downloaded it and haven't even started reading yet.

I'll have a hard time trying to explain in a few posts all his thesis but that's the least I can do for you who won't read 300 pages.



Reelendo

Olhá só, reelendo meu blog hoje notei 2 aspectos os quais escreveria de forma diferente hoje:

1. Expectativa: Sempre se prepare para o melhor. Espere o pior.
2. Egoísmo X Altruísmo: Lembrei o que é altruísmo. Na verdade é tão simples que chega a ser ridículo. Faça as coisas sem esperar nada em troca. Você estará sempre no lucro. Hahahah Havia esquecido o quão simples era.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Simplicidade

Como minha meta é ter pelo menos 12 posts no ano... vou escrever algumas frases pra fazer número... adicionei uma da Clarice que condiz com algo que imaginava... e depois adiciono mais algumas...

"A simplicidade é a reta entre dois pontos"
"A dificuldade em ser simples é saber no que ser simples"

"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho"
Clarice Lispector


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Manipulação

Revisão e mudança do texto dia 07/04/2011
Em vermelho: o Errado pra mim.
Em preto: o Certo pra mim.

O que é o ato de manipular? Procurei por diversas fontes e no entanto encontrei poucas descrições. Tentarei descrever no sentido relacionado às pessoas.

Manipulação é a violação da liberdade. É a ação voluntária direcionada a uma pessoa para agir de determinada forma.

Eu particularmente acreditava que a manipulação era algo errado porque as pessoas me faziam de gato e sapato quando era menor. Ingênuo e inocente. Odiava pensar que as minhas vontades na verdade estavam sendo influenciadas por outra pessoa.



Hoje acredito que manipular não seja um comportamento ruim, nem estou afirmando que seja bom e vou explicar o por quê. Nossos pais já faziam isso quando nada éramos. Quando não possuíamos o menor resquício de vontade própria. Foram eles (pelo menos no meu caso) nossas principais influências e quem moldaram nossas vontades, crenças e princípios.
(CONCLUSÃO ERRADA AFFE)

O certo é fazer o que acreditamos ser o certo. Cada pessoa é livre para tirar suas próprias conclusões sobre o que é melhor para ela. Cada um é livre para ouvir ou não quem ela quiser.

Além disso, possuir auto-controle sobre seus impulsos e vontades seria a manipulação de si mesmo. As pessoas SE manipulam o tempo todo (que perspicácia jovem rapaz).
(É UMA OPÇÃO DA PESSOA SE MANIPULAR OU NÃO)

Liberdade sem direção/vontade = Nada

Por que então acreditava que a manipulação era algo ruim? Um fator. Interesse do manipulador. O interesse dele é egoísta? Altruísta? Bom? Ruim? Certo? Errado?

Meu irmão disse, se eu manipulo querendo ajudar o próximo, que mal há nisso? Daí entraria outra questão que tudo é relativo. O bom pra mim pode ser ruim para o próximo.

Bom... e como saio dessa? Impor a minha vontade e opinião como certa a outra pessoa ainda soa estranho e errado para mim... qual foi minha saída então? Descobrir os interesses da outra pessoa e ajudá-la a atingir os objetivos que ela busca. Simples? Teoricamente.

Imagina alguém consciente de cada ato realizado e suas consequências, alguém capaz de enxergar o fluxo das coisas. Se ele é capaz de antever o futuro, ele é capaz de alterá-lo interagindo ou não com o ambiente. Isso é manipular. E se manipular era algo ruim, essa pessoa acabava não fazendo nada e remanescendo inerte. Mas muito se enganava ao pensar que permanecendo inerte não influenciava as pessoas. Ao existir você já está influenciando. Sim, por um bom tempo ele se questionou se devia existir ou não.

Meu problema é esse pequeno paradoxo. É possível manipular o ambiente para que outras pessoas tirem as conclusões que o manipulador do ambiente deseja. A pessoa tem a sensação de ser livre quando na verdade não o é e está apenas fazendo as vontades do manipulador. Esse paradoxo é muito bem exposto no filme Matrix. Por isso, como dizia o avô do Peter Parker... "Quanto maior o poder, maior a responsabilidade".

Posso substituir a palavra manipulação por liderança. Mas a liderança é um passo além já, seria influenciar os outros sem pensar no assunto e sendo você mesmo. Eis o barato das organizações! Elas possuem seu objetivo claro e definido e o melhor, comum a todos!

Êta tempo perdido! Não perca tempo como este idiota que levou 22 anos para escrever este tópico e 15 para relembrar sua intenção. Mexa-se. Caso ainda não tenha descoberto ainda quem seja e o que deseja, só digo que até lá, tenha alguém em quem possa confiar, família, amigos, religião... ou experimente por conta e risco mas isso seria o mesmo que apostar na megasena.

domingo, 27 de junho de 2010

Senses - Tools for Perception

To see what others can't see means to be schizophrenic?
Or does it mean to have one extra sense that others don't have?
Have scientists or psychologists found a way to tell the difference?
To see the reality in another way than the others... is it good or bad? It's kinda obvious that each person has a unique way of seeing the world but, in order to try to comprehend each other we have nominated and padronized a couple of things...


Another point... what choices does this person have?
He can lie about seeing the world in a different way and try to pretend so. Or he can act based on it.


The truth is a lit bit crazy isn't it?